segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Adeus
Não existem mais razões para esperar. Desatei os nós das fiandeiras e já não temo alçar vôo. Aprendi muito durante o repouso ao lado de Afrodite mas agora acompanhado de Nótus labutarei pela paixão mais sublime junto ao mar. Conto ainda com a proteção mas não mais com a inspiração. Esta é inerente a este filho que se despede. Obrigado por tudo Espera mas já não lhe devo nada. Adeus!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Embriagado
Temo tanto o despertar de uma paixão que volto a me jogar nas palavras. Nasceu uma admiração tamanha que beira a idealização. O filho de Ares é guerreiro sábio e me encanta mesmo na ausência. Me faz escrever sobre ele, ouvir a mesma canção repetidas vezes e me sentir cada vez mais ridículo. Me sinto extremamente infantil...platonicamente perdido. Odeio as idéias...preferi sempre ser mais aristotélico. Me perco num mar no qual eu creia saber nadar. O mar de emoções me afoga em sonhos e torno-me cada vez mais ingênuo. Não sei se devo arriscar. Perdi meus escudos e Afrodite só me confunde. Não sabendo como proceder deixo-me afogar. Iluminado pela lua vou lentamente deixando a água penetrar nos pulmões e me perco no labirinto onírico. Os sonhos me embriagam e consolam iludindo os sentidos. É o fado de um apaixonado. Não há outra escolha. E assim termino, confessional como ele mesmo diz.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Retorno (?)
Sopra do sul nova tempestade para atordoar a passividade dos dias cinzas e escuros. Um vento gélido arrasta a monotonia e perverte a memória.
Com ansiedade e prevendo novas batalhas espero a tempesdade chegar. Outro Ares vem me arrancar brutamente da solidão. Temo...mas o masoquismo é mais forte que o medo. Está fadado a sofrer novamento o filho de Afrodite.
Com ansiedade e prevendo novas batalhas espero a tempesdade chegar. Outro Ares vem me arrancar brutamente da solidão. Temo...mas o masoquismo é mais forte que o medo. Está fadado a sofrer novamento o filho de Afrodite.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Simples
Uma Luz
Um renascimento
Um novo horizonte
Tudo graças ao surrealismo de um resgate.
As surpresas da vida.
Um renascimento
Um novo horizonte
Tudo graças ao surrealismo de um resgate.
As surpresas da vida.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Os bons morrem jovens
Um baque. Uma tempestade de sentimentos ao ver uma tão pequena palavra: Luto.
Sorriso doce, olhos profundos de quem sentiu a navalha da vida. Olhar sofrido mas encantador. Assim era ele...que passou tão rápido e fugaz por minha vida. Marcou muitas outras muito mais que a minha. Mas a simples visão deste ser me tocou a alma de tal maneira que anseava por reencontrá-lo cada vez que visualizava uma foto. A foto...aquela flor de neve, aquele gesto simples e belo. Obra da ternura de um coração perdido. Como uma estrela cadente passou pelo mundo e nos maravilhou com seu brilho. Desvaneceu só...se foi como veio. Os bons morrem jovens...
Sorriso doce, olhos profundos de quem sentiu a navalha da vida. Olhar sofrido mas encantador. Assim era ele...que passou tão rápido e fugaz por minha vida. Marcou muitas outras muito mais que a minha. Mas a simples visão deste ser me tocou a alma de tal maneira que anseava por reencontrá-lo cada vez que visualizava uma foto. A foto...aquela flor de neve, aquele gesto simples e belo. Obra da ternura de um coração perdido. Como uma estrela cadente passou pelo mundo e nos maravilhou com seu brilho. Desvaneceu só...se foi como veio. Os bons morrem jovens...
sábado, 14 de junho de 2008
Leve
Ressoa em minhas campinas uma canção que faz brotar uma centelha. Uma luz que me envolve e transcende tudo. Finalmente Zéfiro voltou a soprar a meu favor e a vida caminha mais leve. Tudo se encaixa e parece a voltar a ter algum sentido. Algum, não total...agora me conformo que certo caos é necessário. Ainda restam certos resquícios do enjôo mas estão sob controle. A coroa da racionalidade me controla e com emoções suprimidas sigo rumo ao fim. O fim...sempre o fim. Mas um fim com possibilidade de sucesso. Quem sabe...
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Fim
Ódio...tudo me enoja. Uma repulsa tão grande. Quero vomitar o mundo..as pessoas todas. Morte. Um insano instinto assasino me possui e mentalmente desejo a morte de muitos. Queria a minha própria também. Delete...queria poder apertar uma tecla e suprimir tudo. Recomeçar do zero talvez? Não...tudo seria o mesmo caos...o mesmo vazio disfarçado por sorrisos, noites de embriaguez perfumadas por tabaco.
A raiva é contra ele. Aquele ser que sempre atormenta...sempre ofende...sempre me faz lembrar que existe uma figura paterna próxima. Morte aos pais! Morte à família toda! Morte ao ser mais repugnante..à praga do planeta: o humano. Ele sempre modifica e inventa mundos para satisfazer suas carências...disfarça suas fraquezas...sua extrema estupidez e vida ridícula. Tudo não passa de uma ilusão. Tudo não passa de um sonho que termina em pesadelo. Quero o fim. Quero estar nas últimas linhas do livro da vida. Quero não mais querer.
A raiva é contra ele. Aquele ser que sempre atormenta...sempre ofende...sempre me faz lembrar que existe uma figura paterna próxima. Morte aos pais! Morte à família toda! Morte ao ser mais repugnante..à praga do planeta: o humano. Ele sempre modifica e inventa mundos para satisfazer suas carências...disfarça suas fraquezas...sua extrema estupidez e vida ridícula. Tudo não passa de uma ilusão. Tudo não passa de um sonho que termina em pesadelo. Quero o fim. Quero estar nas últimas linhas do livro da vida. Quero não mais querer.
sábado, 24 de maio de 2008
Monotonia e letras roxas
Volto a vomitar as tristezas nas palavras. Hoje sem intuito de beleza ou rigor. Estou cansado de tudo. Sinto agora uma enorme necessidade de anestesia. Preciso disfarçar o cinza do céu, a monotonia. Meu placebo é o álcool. Meu consolo é o cigarro. Meu apoio é a música. Enquanto a embriaguez preenche o sangue e me libera da prisão da timidez, a fumaça entra em meus pulmões e leva consigo a ansiedade. Nos ouvidos o prazer de sons psicodélicos que me levam a viagens de universos multicoloridos onde se anda sobre mares verdes cintilantes e os cabelos são afagados por brisas violetas. Todo o desespero do cotidiano se dissipa por algumas horas. E obviamente tudo volta. Me deito e toda a vida volta a ser real, suja e asfixiante. Estou preso novamente na rotina das semanas que levam séculos para terminar. Tudo é paupável demais, óbvio demais. Isso me corrói...não mais ver beleza nos dias. Só algumas poucas coisas...o som da guitarra, as letras numa tela...letras roxas que vem de um lugar um pouco distante...mas elas estão tão perto. Ela está mais próxima que ninguém. Ela me dá alguma alegria, algum conforto. Quiças um dia eu veja o mundo como ela me diz...belo. Um dia hei de ver.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Desabafo
Sem nexo...sim, assim é a vida. Enquanto caminhamos até sua única finalidade: a destruição. Ver as ruínas de falsos sonhos...de planos para mascarar a inutilidade do viver. Sons que confortam e disfarçam o vazio. Tudo em vão...chega um momento em que a terrível verdade nos joga contra uma parede e nos tira as lentes da mentira: a vida é nada senão um vão percurso. Algo se ganhará..mas para nada. Tudo se perde..amores, sorrisos,dores...sim até as dores...elas são talvez as mais sinceras entre os sentimentos...não iludem. Sempre me fazem sentir algo vivo. Mas no fundo estou morto. Só os sonhos me prendem...mas de que adianta? Não posso realiza-los. Ver minhas fantasias e pensamentos numa tela é algo cada vez mais distante. Serviria de consolo...ficaria novamente sedado até a destruição. Formaria minha falsa ruína e nela não veria nada além dos sonhos. Mas nada disso acontecerá.
Desejaria ser um robô. Não sentir, não morrer. Não ser, somente fazer. A maquinicidade da vida...fazer sem pensar na finalidade. Agir sem visar nada. Somente agir. Construir,destruir,contruir,destruir. Um robô não sonha, não se frustra, não se apaixona...Ah o amor...uma possível redenção. Cada vez mais distante. Distante de mim e de ti. Distante da vida. Vejo tudo com olhos desinteressados agora. Seria mais fácil desistir. Não posso...falta-me o valor pra tal. Enquanto isso sigo aqui alimentando minhas frustrações e sedimentando algo de uma ruína. E assim dou mais um passo rumo ao fim.
Desejaria ser um robô. Não sentir, não morrer. Não ser, somente fazer. A maquinicidade da vida...fazer sem pensar na finalidade. Agir sem visar nada. Somente agir. Construir,destruir,contruir,destruir. Um robô não sonha, não se frustra, não se apaixona...Ah o amor...uma possível redenção. Cada vez mais distante. Distante de mim e de ti. Distante da vida. Vejo tudo com olhos desinteressados agora. Seria mais fácil desistir. Não posso...falta-me o valor pra tal. Enquanto isso sigo aqui alimentando minhas frustrações e sedimentando algo de uma ruína. E assim dou mais um passo rumo ao fim.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Sentir
Ah mãe, agradeço-te eternamente por ser teu filho. Por sentir-me inteiro...por viver de verdade...por não temer a proximidade. Não temo as paixões...delas sempre se extrai algo. O amor é minha faculdade e nela sei que me saio bem. Não uso escudos na batalha de Afrodite. Não temo as chagas porque sei que o sangue que delas escorre me unge de sabedoria. Este mesmo sangue fruto da ferida é o sangue do pulsar de um coração. O mesmo sangue que faz a mão tremer ou a fala falhar quando se vê um ser especial. O mesmo sangue que faz desabrochar um sorriso ao se ver uma criança que aprendeu a andar. O mesmo sangue que faz a lágrima descer ao ver um filho nascer. São dessas coisas que falo, mãe...dessas coisas que tornam nossa existência verdadeira...inesquecível. Dessas coisas que fazem a vida ser vida. De que adianta viver podando-se? Viver com cautela...com medo de sofrer...perdendo as oportunidades de viver à flor da pele...de experimentar a essência da vida. Viver para este filho de Afrodite é brincar com Eros, é experimentar do mais sublime prazer a mais corrosivas das dores. Viver é sentir.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Funeral
É chegada a hora. Nos muros pode-se ver as sombras marchando em uma sombria caminhada até o túmulo. Elas acompanham os meus passos e em sincronia vamos, passo a passo, até o jazido de mármore opaco, quase apagado pelo mau tempo. Chove incessantemente e isso ajuda o deslize de meus pés que, ao contrário de minha cabeça, ainda exitam em levar-te para a despedida. Mas com coragem sigo o percuso fúnebre e finalmente chego ao jazido opaco. Ele não tem nada de especial. Tampoco mereces qualquer luxo, flor ou cerimônia. Agora, recém chegado ao teu destino, vejo o quão inútil e inócua foi nossa convivência. De nada me serviu a não ser arrancar vazias lágrimas desta alma agora livre de teus infortúnios. Enterro-te. Agora estou livre e pronto para percorrer uma jornada cujo destino final é infinitamente mais grandioso do que aquele que teria ao teu lado. Um trono me espera e a sua esquerda o cetro da sabedoria. Na direita a rosa da Arte. Ah, a Arte...de que vale a Arte sem a sabedoria? De nada....se iguala a ti. Tanto tempo tardei em perceber. Mas finalmente agora volto e filho completo de Afrodite me torno. Apadrinhado por Atena vou em busca dos mistérios divinos da Arte e seus prazeres infinitos...prazeres que são a recompensa maior de uma alma que sempre estará iluminada pela mágica da beleza. Beleza que floresce na rosa. Tristeza que jaz na treva.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
As vinte primaveras
Vinte primaveras passaram-se e Afrodite me coroa com os louros dos vinte anos.
Uma estranha sensação que talvez seja indefinivel e impossível de plasmar em palavras. Pulsa um certo medo e incômodo com a responsabilidade que a vida cobrará a partir de agora. Mesclado a uma estranha sensação de alívio que não sei explicar. E para a riqueza do texto uma imprevisivel lágrima cai sobre o teclado, trazendo consigo uma explosão de sentimentos e lembranças de vinte primaveram que se passaram. Vinte vidas parecem...vinte crianças que provaram da dor e do prazer de viver. Vinte almas que percorreram labirintos de escuridão. Vinte anos. Foram bons, sim Difíceis também. Mas inesquecíveis. A meméria é o maior presente que poderia receber e com ela voltam o gozo dos bons momentos...a ternura de seres amados...de lindas amizades que alimentam minha centelha de vida. Voltam também as dores que corroem a alma e alimentam as lágrimas que umidecem o teclado neste exato instante. Lágrimas que custam a sair pois o parto da amargura é custoso. Mas minha mãe me consola com sua brisa divina e voltam então a ternura das vinte primaveras de um filho de Afrodite.
Uma estranha sensação que talvez seja indefinivel e impossível de plasmar em palavras. Pulsa um certo medo e incômodo com a responsabilidade que a vida cobrará a partir de agora. Mesclado a uma estranha sensação de alívio que não sei explicar. E para a riqueza do texto uma imprevisivel lágrima cai sobre o teclado, trazendo consigo uma explosão de sentimentos e lembranças de vinte primaveram que se passaram. Vinte vidas parecem...vinte crianças que provaram da dor e do prazer de viver. Vinte almas que percorreram labirintos de escuridão. Vinte anos. Foram bons, sim Difíceis também. Mas inesquecíveis. A meméria é o maior presente que poderia receber e com ela voltam o gozo dos bons momentos...a ternura de seres amados...de lindas amizades que alimentam minha centelha de vida. Voltam também as dores que corroem a alma e alimentam as lágrimas que umidecem o teclado neste exato instante. Lágrimas que custam a sair pois o parto da amargura é custoso. Mas minha mãe me consola com sua brisa divina e voltam então a ternura das vinte primaveras de um filho de Afrodite.
sábado, 5 de abril de 2008
Retorno e morte de Ares
Entre inúmeras tentativas frustradas de encontros, uma por fim se concretiza e em meu rosto floresce um jardim. E novamente meu coração pulsa insanamente por ti, Ares. Retornaste depois de longa jornadas. Não insista em recordar nossa guerra pois não guardo rancor de nossos desafetos. Sei que não me convêm, mas irremediavelmente consegues me transtornar. Meus batimentos me sufocam, meu suor me afoga e cegamente caio num delírio. É assim que me deixas...como uma criança aflita por amor, ansiosa por um abraço. Porque tão débil fico em tua presença? Infelizente as moiras desejam nos separar...porém em meu íntimo, no mais profundo recôncavo do meu ser, desejo romper todos os obstáculos e ter novamente aquele maravilhoso sentimento que me davas. Aquele amor que me fazia sentir uma pessoa única e completa.
É hora de buscar a complitude em meu âmago e solitariamente seguir no caminho da paradoxal vida. Espero encontrar-te em outra vida. Amo-te tanto que mal posso suportar.
É hora de buscar a complitude em meu âmago e solitariamente seguir no caminho da paradoxal vida. Espero encontrar-te em outra vida. Amo-te tanto que mal posso suportar.
domingo, 23 de março de 2008
Percurso
Após longo período de lagoas cristalizadas em tristezas, um espírito errante se apoderou de meu ser e me fez renascer. Uma força jupiteriana incendiou minhas chagas e do pó surgiu uma nova entidade, ainda por encontrar-se, mas com vitalidade o bastante para enfrentar grandes jornadas. Um cavaleiro livre então me tornei e corri livremente. Soprado pelos zéfiros, percorri desertos de paixões. Por solos ígneos caminhei, porém, não quentes o bastante para ferir minhas asas. Creia então haver recuperado uma faceta que a muitas primaveras havia me esquecido. E gozei da liberdade e das ardentes brasas do prazer.
E depois de muitas noites dionisas, cheguei a Delos. Lá, sacerdotizas incandescentes me rodiaram e, suavemente, me ungiram com o néctar de Hélio, o qual nutriu minha essêcia, e o líquido de Píton, que magnetizou o meu corpo. Inevitavelmente a entidade do guerreiro alado se descobriu. Surgia então meu Apolo, meu artista, meu profeta, meu ego. Mais seguro do que nunca, percorri os céus e cativei as Musas. Com essa esquadra reluzente e de beleza cegadora, conquistei o Olimpo e creia estar a ponto da sonhada apoteose. Mas nada é tão facilmente conquistado. Meu ainda jovem Apolo precisava superar totalmente o guerreiro alado. Precisava ainda superar o amante das lagoas de amargura. Apolo necessitava crescer.
Agora, desperto do mundo onírico, revejo meu percurso e tento guardar em mim o guerreiro livre. Mas é inútil. Ele se desvanece e só me resta um Apolo frustrado e que reluta em crescer. Vai perdendo seu brilho e refugia-se, como sempre, nas palavras.
As palavras são minha fortaleza, aonde espero até novo sonho. Mas Apolo grita agora como o amargurado. Clamo novamente por Chronos. Aquele dentro de mim gritando teu nome, frio Cronos. Meu eterno amor, minha eterna chaga.
E depois de muitas noites dionisas, cheguei a Delos. Lá, sacerdotizas incandescentes me rodiaram e, suavemente, me ungiram com o néctar de Hélio, o qual nutriu minha essêcia, e o líquido de Píton, que magnetizou o meu corpo. Inevitavelmente a entidade do guerreiro alado se descobriu. Surgia então meu Apolo, meu artista, meu profeta, meu ego. Mais seguro do que nunca, percorri os céus e cativei as Musas. Com essa esquadra reluzente e de beleza cegadora, conquistei o Olimpo e creia estar a ponto da sonhada apoteose. Mas nada é tão facilmente conquistado. Meu ainda jovem Apolo precisava superar totalmente o guerreiro alado. Precisava ainda superar o amante das lagoas de amargura. Apolo necessitava crescer.
Agora, desperto do mundo onírico, revejo meu percurso e tento guardar em mim o guerreiro livre. Mas é inútil. Ele se desvanece e só me resta um Apolo frustrado e que reluta em crescer. Vai perdendo seu brilho e refugia-se, como sempre, nas palavras.
As palavras são minha fortaleza, aonde espero até novo sonho. Mas Apolo grita agora como o amargurado. Clamo novamente por Chronos. Aquele dentro de mim gritando teu nome, frio Cronos. Meu eterno amor, minha eterna chaga.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Maldição
Mãe, peço-te ajuda...te suplico que peça a Eros para desfazer os encantos deste coração amaldiçoado pelo amor. Desejo a sabedoria como mestra..quero saber como desfazer-me desta maldição e esquecer. Aprender a esquecer talvez seja o mais difícil da vida. A marca do amor é forte e perdura...custa a apagar...mas quiças um dia eu possa aprender contigo, mãe. Preciso aprender a ser mais forte e independente pra alçar vôos mais longos e sentir-me livre...essa liberdade que tanto custo em aceitar. Crescer dói...dói tanto que as vezes acho que não aguento. Mas a vida segue e penando ou sorrindo me seguro às palavras para continuar contigo.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Desespero
Se pudesse pedir algo a Deus, pediria uma nova oportunidade...uma chance de voltar no tempo e consertar todos os erros que te magoaram, meu amor. Hoje mal consigo conter as lágrimas e sinto a vida se desvanecer em meu peito. Já não existe nenhum motivo para seguir. Não consigo continuar sem teu perdão. Peço a minha protetora Afrodite que torne os corações mais brandos...que torne a vida mais doce e tragável. Ou então não mais a suportarei. Não sinto mais orgulho nem alegrias...nao sinto mais o sabor de um sorriso. Já nao durmo...sonhando acordado com o dia em que nos veremos e você me perdoará. E eu juro por todos os deuses que não mais te farei mal algum, pois me doi muito mais fazer alguém chorar do que flagelar meu próprio corpo. E assim, em clima de inverno em pleno verão, sigo chorando em desespero até o dia em que o sol raiar novamente em nossos céus...e o amor surgir em rosa novamente em nossas vidas.
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Elegia do amante
Encanto...o que fazer quando vira paixão? A verdade é que sempre anseio um amor...sem isso a vida mostra sua verdadeira face: a dor de assistir sua própria destruição.
Mas o amor pode ser uma ilusão de amor. Um branco devaneio de papoula...te da o prazer do sexo, o conforto do carinho e uma breve esperança. Assim, se sonha acordado até o momento em que os pulmões se livram da fumaça floral. De repente, o despertar é como um parto. Numa agonia maiêutica, o corpo desfalece e a alma perde todo brilho. Mas viver é penar...é enganar-se e, como um depressivo tratado com "prozac", colocamos uns óculos cor-de-rosa para recompor a moral. E la vou eu, em busca de novas paixões...não apenas humanas; essas podem destronar-me; mas as intelectuais; que me elevam ao trono do nirvana. Somente a arte é fiel e me completa...somente Afrodite me consola num Olimpo decadente. Ah, minha mãe, como ainda sou pequeno e dependente de ti. Não alço vôo por você e por vertigem. Preso à terra jaz um amante.
"A arte é uma arma carregada de futuro" - Gabriel Celaya, frase citada no filme espanhol Noviembre, de Achero Mañas.
"Vou me embora pra Pasargada" - Manuel Bandeira.
Mas o amor pode ser uma ilusão de amor. Um branco devaneio de papoula...te da o prazer do sexo, o conforto do carinho e uma breve esperança. Assim, se sonha acordado até o momento em que os pulmões se livram da fumaça floral. De repente, o despertar é como um parto. Numa agonia maiêutica, o corpo desfalece e a alma perde todo brilho. Mas viver é penar...é enganar-se e, como um depressivo tratado com "prozac", colocamos uns óculos cor-de-rosa para recompor a moral. E la vou eu, em busca de novas paixões...não apenas humanas; essas podem destronar-me; mas as intelectuais; que me elevam ao trono do nirvana. Somente a arte é fiel e me completa...somente Afrodite me consola num Olimpo decadente. Ah, minha mãe, como ainda sou pequeno e dependente de ti. Não alço vôo por você e por vertigem. Preso à terra jaz um amante.
"A arte é uma arma carregada de futuro" - Gabriel Celaya, frase citada no filme espanhol Noviembre, de Achero Mañas.
"Vou me embora pra Pasargada" - Manuel Bandeira.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Uma noite...
Sob a luz da lua, uma despedida que custa ser aceita. Abruptamente uma brisa gélida envolve seu corpo...é a solidao. Algumas duras lembranças corroem-lhe a razao e sua alma ja nao é a mesma. Volta a ser alma de criança; nao tolera a solidao e deixa-se levar pelo medo do desconhecido. Clamando por proteçao, o pranto descontrolado incha-lhe a face. As lagrimas nao cessam...mas uma fina parte da logica lhe revela que nada mudou...sempre sera a mesma criança hipersensivel. Fadada a sofrer e atirar-se nas palavras.
domingo, 28 de outubro de 2007
O nada
Traido. No conforto do convivio diario, algumas coisas nao se mostram como de fato sao. O que parece ser um continuo conhecimento do outro nao é nada além de projeçoes de mim mesmo no outro. Dos mais escabrosos angulos da alma, até os mais brilhantes...que sao poucos. Alma Yin, fria, escura e misteriosa. E o engano de conhecer o outro, torna esta alma ainda mais nebulosa. Perco-me na névoa e nao desejo encontrar um caminho que leve à luz. Na verdade, quero voltar ao nada. Sair do ciclo de dominar e ser dominado...de confiar e ser enganado. Retorno entao, ao estado de nao existencia...seguindo a Nietzsche e a Buda, pois nem a dor nem o prazer valem qualquer esforço para serem alcançados.
sábado, 22 de setembro de 2007
Reconhecimento
Fico assustado com o que as pessoas mais gostam. O reconhecimento alheio é algo que me é muito caro. Infelizmente sou assim...taurino com ascendente em sagitário, dragão de madeira. Os céus dizem muito, quer queira quer não. A criação também mas culpar a família não é saudável. Um método de avaliaçao de personalidades, o Eneagrama, revela meu tipo: o realizador...ambicioso, adaptável, encantador. Se preocupam muito com a sua imagem e são competitivos. De momento, não desejo ser melhor, mas desejo ser apreciado...sim, isso é repugnante. Mas não consigo deixar de pensar no porque das pessoas preferirem o que eu menos me esforcei para criar do que nasceu de parto difícil, cuja mãe morreu.
Não se escolhe o que vai ser apreciado... a mais despretensiosa obra atinge mais profundamente os corações. O (bom) humor é mais efetivo para alcançar o sucesso mas o drama é sempre mais honesto e atinge só a quem conhece o âmago do artista. Ou da tentativa de deus criador de universos mágicos.
Não se escolhe o que vai ser apreciado... a mais despretensiosa obra atinge mais profundamente os corações. O (bom) humor é mais efetivo para alcançar o sucesso mas o drama é sempre mais honesto e atinge só a quem conhece o âmago do artista. Ou da tentativa de deus criador de universos mágicos.
terça-feira, 18 de setembro de 2007
CRAZY
"... but we're never gonna survive, unless we get a little crazy..."
Eu podia postar a mùsica do Seal que a Alanis canta. Alias, adoro essa mùsica. Mas não. EU me sinto louco. Me sinto obsessivo por coisas bem mundanas que não merecem ser citadas. Me sinto neorotico por beleza. O cotidiano me enlouquece. Estou extremamente sensivel, ao ponto de chorar ao ver novela (sim, me rendi à trama mal feita das gêmeas... porque tudo é tão obvio la?).
Ontem vi um filme que ha muito tempo queria ver, C.R.A.Z.Y. Bom, viu? Me emocionei bastante com o detalhe menos obvio ( por isso o cinema é tão superior às tele-novelas)... Não vou estragar tudo e contar a historia, por isso somente vou escrever aqui uma parabola da biblia que é citada no filme:
“À medida que um homem caminhava pela praia as suas pegadas iam sendo sulcadas na areia. Ao lado das suas pegadas via-se mais um par de pegadas.
- Tenho reparado que caminhas sempre ao meu lado quando as coisas me correm bem, pelas tuas pegadas sempre ao lado das minhas. Mas quando as coisas me correm mal, só vejo um par de pegadas na areia. Porque me abandonas quando estou infeliz? – perguntou o homem ao seu companheiro invisível.
- Quando estás infeliz, eu carrego-te ao colo. – respondeu o Senhor.”
Estou louco, louco de amor. O melhor devaneio da vida.
Eu podia postar a mùsica do Seal que a Alanis canta. Alias, adoro essa mùsica. Mas não. EU me sinto louco. Me sinto obsessivo por coisas bem mundanas que não merecem ser citadas. Me sinto neorotico por beleza. O cotidiano me enlouquece. Estou extremamente sensivel, ao ponto de chorar ao ver novela (sim, me rendi à trama mal feita das gêmeas... porque tudo é tão obvio la?).
Ontem vi um filme que ha muito tempo queria ver, C.R.A.Z.Y. Bom, viu? Me emocionei bastante com o detalhe menos obvio ( por isso o cinema é tão superior às tele-novelas)... Não vou estragar tudo e contar a historia, por isso somente vou escrever aqui uma parabola da biblia que é citada no filme:
“À medida que um homem caminhava pela praia as suas pegadas iam sendo sulcadas na areia. Ao lado das suas pegadas via-se mais um par de pegadas.
- Tenho reparado que caminhas sempre ao meu lado quando as coisas me correm bem, pelas tuas pegadas sempre ao lado das minhas. Mas quando as coisas me correm mal, só vejo um par de pegadas na areia. Porque me abandonas quando estou infeliz? – perguntou o homem ao seu companheiro invisível.
- Quando estás infeliz, eu carrego-te ao colo. – respondeu o Senhor.”
Estou louco, louco de amor. O melhor devaneio da vida.
domingo, 15 de julho de 2007
Tradução: A fada e a Luna
É tarde e não ouçoo o miado do vento. Não posso dormir com esse calor tão forte. Queria que fosse inverno e o teto estivesse branco. Tudo muito branco e cinza, com ventos gelados que fazem todos tremerem mas não a mim. Eu disfruto mais que ninguém o frio e o inverno só me deixa o nariz vermelho. Ainda que por um momento consegui sentir um frio no nariz, não foi mais que um braço de vento suave. Não foi forte, mas mudou completamente a atmosfera do meu quarto. Algo se move entre as sombras da parede e começo a sonhar outra vez. Sonho ainda mais longe, se fecham meus olhos e sei que algo acontecerá. Com a magia nos olhos de um menino, espero a uma fada que me leve até umas ruínas mágicas. É um templo celta que se abre com a lua cheia nas terras da Galiza. "Unha terra de meigas e árbols máxicas, donde moran espíritos ancestrais, que coñecen as sementes e as cantigas das augas"(Uma terra de feiticeiras e árvores mágicas, onde moram espíritos ancestrais, que conhecem as sementes e as canções das águas - tradução do galego moderno ao português). Alhi, me lançarei a uma aventura cujo final é uma morte dolorosa e bela, depois de provar minha coragem e chegar à conclusão de que o que havia lido nos livros não eram bobagens, e sim uma vida inteira, uma verdade plena. E então volto do transe e vejo outra vez algo que se move entre as sombras. Sinto um peso nos lençóis da minha cama. E ouço a um miado, mas é da Luna, minha gata. Seus olhos brilhan na escuridão e ela se aproxima para que eu a acaricie. Doce nostalgia de algo que nunca aconteceu. Amarga recordação de que já não sou um menino que pode sonhar.
El hada y la Luna
Es tarde y no oigo el maullo del viento. No puedo dormir con ese calor tan fuerte. Quería que fuese invierno y el techo estuviese blanco. Todo muy blanco y gris, con vientos helados que hacen temblar a todos, pero a mi no. Yo disfruto más que nadie al frio y el invierno tan solo me deja la nariz roja. Aunque por un momento logré sentir un frio en la nariz, no fué más que un brazo de viento suave. No fué fuerte, pero cambió completamente la atmósfera de mi habitación. Algo se mueve entre las sombras de la pared y empiezo a soñar otra vez. Sueño todavia más lejos, se cierran mis ojos y sé que algo vá a ocurrir. Con la magia en los ojos de un niño, espero a una hada que me lleve a unas ruinas mágicas. Es un templo celta que se abre con la luna llena en terras de Galícia. "Unha terra de meigas e árbols máxicas, donde moran espíritos ancestrais, que coñecen as sementes e as cantigas das augas". Allí, me lanzaré a una aventura cuyo final es una muerte dolorosa y bella, trás probar mi valor y llegar a la conclusión de que lo que había leído en los libros no eran tonterias, sino toda una vida, toda una verdad. Y entonces vuelvo del transe y veo otra vez algo que se mueve en las sombras. Siento un peso en las sábanas de mi cama. Y oigo a un maullo, pero es de Luna, mi gata. Sus ojos brillan en la oscuridad y ella se acerca para que yo la acaricie. Dulce nostalgia de algo que nunca pasó. Amargo recuerdo de que ya no soy un niño que puede soñar.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Asas pequenas que dominam pessoas
Descobri que sou nascido no mesmo dia de António de Oliveira Salazar e Saddam Hussein (na verdade eu já sabia sobre o pobre Saddam...que desfruta da eternidade num palácio onde fazem tudo o que ele quer; inclusive vários poemas em sua homenagem e um hamburguer vegetariano chamado de odd bush). Isso talvez revele o traço mais diabólico da minha existência; o autoritarismo. Mas eu não sou tão mal... afinal, caso tivesse nascido oito dias antes, seria realmente mal. Por via das dúvidas, obedeçam-me!
Nascida nesse dia também, Kim Gordon, a do Sonic Youth. O que revela que eu tenho potencial para me tornar um ícone do rock! Também posso pintar e virar curador de museus. Além disso posso virar amigo íntimo de rapazes com com mortes que figuram entre os maiores mistérios do mundo da música post 90.
Posso atuar e ficar muito gordo, tudo por culpa de Jorge Garcia, o Hurley daquela série mais chata que festa da faculdade; Lost. Mas quanto ao sobrepeso, nao preciso me preocupar tanto, já que Penélope Cruz e Jéssica Alba também nasceram nesse dia e são magras. A primeira mais talentosa que a segunda, na minha opnião. Penélope é ainda por cima é madrilenha e chegou aonde chegou graças ao Almodóvar. Já a Jéssica, fez Sin City e é muito bonita. E tem alguns segredos em comum comigo.
Quem chorou de dor por chegar a este mundo assustador e deliciosamente paradoxal, foi Mark Steven Robinson, diretor, ator e produtor americano. O que me deixa muito feliz, já que posso aspirar a cineasta com muito mais confiança; já que meus pés são pesados demais, enquanto minhas asas são pequenas e não costumam se arriscar em longos vôos.
Existem mais pessoas, muito mais. Quem sabe você? Existem poetas e até matemático (náusea).
Nascida nesse dia também, Kim Gordon, a do Sonic Youth. O que revela que eu tenho potencial para me tornar um ícone do rock! Também posso pintar e virar curador de museus. Além disso posso virar amigo íntimo de rapazes com com mortes que figuram entre os maiores mistérios do mundo da música post 90.
Posso atuar e ficar muito gordo, tudo por culpa de Jorge Garcia, o Hurley daquela série mais chata que festa da faculdade; Lost. Mas quanto ao sobrepeso, nao preciso me preocupar tanto, já que Penélope Cruz e Jéssica Alba também nasceram nesse dia e são magras. A primeira mais talentosa que a segunda, na minha opnião. Penélope é ainda por cima é madrilenha e chegou aonde chegou graças ao Almodóvar. Já a Jéssica, fez Sin City e é muito bonita. E tem alguns segredos em comum comigo.
Quem chorou de dor por chegar a este mundo assustador e deliciosamente paradoxal, foi Mark Steven Robinson, diretor, ator e produtor americano. O que me deixa muito feliz, já que posso aspirar a cineasta com muito mais confiança; já que meus pés são pesados demais, enquanto minhas asas são pequenas e não costumam se arriscar em longos vôos.
Existem mais pessoas, muito mais. Quem sabe você? Existem poetas e até matemático (náusea).
sábado, 12 de maio de 2007
Sessão de congelados
Tudo o que me acontece de bom, vem com prazo de validade. E não existe conservantes pra prolongar o uso. Então vou ficar um tempo sem comer congelados. Sim! Vou comer bolinhos, tomar chás... mas vou colocar uma pedra de gelo. Eu nao consigo suportar aquele vapor na boca por muito tempo.
Enfin...bon apetit!
Enfin...bon apetit!
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Cold, freeze...then chill
Bom, pra começar algo que varias vezes tentei e nao levei a diante, vou tentar duma maneira diferente...e seguir o conselho do meu professor de Literatura da Faculdade;"Pra começar a escrever, diga a que vem..". Vou tentar explicar..preciso dizer o motivo de dizer, escrever, algo. Pois lá vai...Pretendo confundir..pretendo me perder e me achar depois. Logo me perco outra vez. O leitor que queira encontrar verdades, ou nexo...nao leia. Bom, leia sim... a obra é livre da intençao do autor. É vitima de diversas distorções;é isso deve ser saudável,né Doutora? Venho também pra experimentar [quem não arrisca...]. Venho por diversas razões, mas sem nenhuma razão. Expressão com muita limitação [muito bem Apolo! Você consegui enganar Dionísio]. Vim por algum motivo que ainda não posso dizer pra ti, meu bem. Mas eu te dou uma pista! Tudo o que escrito, agora digitado e com símbolos de temperamento, tem um motivo quase óbvio.
Agora conto; que o pedaço de conto não espera.
"Hoje estava assistindo tv... ouvi In My Place, na propaganda do Coldcase [alias, não é de uma engenhosa criatividade, mas gostei disso...Coldplay & Coldcase. O frio sempre é mais confortável que o calor]. Veio daquele frio um desejo de fazer algo com as palavras...porque as palavras são um jardim sereno. Mas lhes falta algo...talvez uma luz e uma cançao e uma fonte. Na fonte, há de haver uma sereia. Mas não a sereia que nada, e sim, a sereia que voa. A sirene que alcança o céu mas não as estrelas; precisaria duma armadura de astronauta e isso não é veste pra silhueta de bela fantasia. É roupa pra fantasia de agora, com muito mais ambição. A sirene voa baixo e só as virtudes humanas pretende devorar [dos vícios, fica só com as paixões]. Porque ela é fria, gosta de sentir o vento raspando em cristal, e não suporta o fogo humano de alcançar jardins quando mal cuidam do jardim de suas casas. Eles também gostam de um pouco de frio...o caminho de estrelas deve ser bem frio, mas nao é frio pra ninguém tocar. É frio pra se observar e crer que é quente, já que as centelhas dão sorrisos, e as sombras dão mistérios."
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